Parque Nacional Juruena - MT
Edu_Issa April 13th, 2009
A peça que faltava bem no coração do Brasil foi finalmente conectada. A criação do parque Nacional do Juruena, em 5 de junho de 2006, faz parte da meta do projeto ARPA - Áreas Protegidas da Amazônia - de atingir 50 milhões de hectares protegidos.
A região que se caracteriza pela transição entre os biomas cerrado e floresta amazônica está ameaçada pela ocupação irregular de terras e o avanço da fronteira agropecuária. Além disso, possui localização estratégica no Corredor de Conservação da Biodiversidade da Amazônia Meridional – um gigantesco mosaico de áreas protegidas que se estende desde as margens do rio Madeira, no norte de Rondônia e sul do Amazonas, até a bacia do Xingu no Mato Grosso e Pará, e tem funcionado como uma barreira ao avanço do desmatamento em direção à Amazônia central. Outra função desse corredor é a manutenção da biodiversidade, por meio do trânsito de espécies entres essas regiões, como está estabelecido pelo Sistema Nacional de unidades de conservação.
O Juruena com seus 1.950.000 ha é considerado o quarto maior parque do Brasil, ficando atrás apenas dos gigantes Tumucumaque (Amapá) com área de 3.882120 ha, Jaú com 2.377.889 ha e Pico da Neblina com 2.260.344 ha (ambos no Amazonas).
No passado, entre os anos de 1825 a 1829, o Barão de Langsdorff, cônsul da Rússia, se aventurou por estas bandas na sua viagem fluvial do rio Tietê ao rio Amazonas. Nos manuscritos registrados pelo segundo desenhista da expedição, o francês Hércules Florence já constava o relato: ”rios caudalosos e perigosos por causa de saltos, corredeiras rodeadas de líquidos sorvedouros, de ondas tão altas como as do oceano, por todos os lados inacessível, submersa na sua porção superior e em parte oculta pelo nevoeiro, parece surgir da espuma de vasta cratera em liquefação”.
A descrição feita pelo francês Florence se refere ao Salto Augusto, uma majestosa cachoeira composta por 3 grandes quedas com até 19 metros e outras menores. O salto é a cachoeira mais imponente e é intransponível para embarcações que descem o rio Juruena. O nome deste salto foi uma homenagem do Capitão Miguel João de Castro ao Capitão-General João Augusto Oeynhausem de Gravemburg, comandante militar que lhe dera a função de explorar o inóspito território norte do Estado do Mato Grosso, no começo do século XIX.
Essas dezenas de corredeiras em seu curso exigem conhecimento e habilidade para pilotar voadeiras. Sr. Alexandre, 30 anos pilotando pelo rio, relata que já testemunhou muitos acidentes nas corredeiras e que além de prejuízos materiais, várias vidas foram ceifadas nas pedras que ficam submersas a poucos centímetros do fio d’água. Expedições do passado, realizadas neste trecho do rio obrigaram os aventureiros a levar barcos e motores nas costas pela margem, para seguir o curso do rio. Atualmente a empreitada continua, em recente expedição de reconhecimento e pesquisa realizada pela direção do parque e apoiada pelo WWF, várias voadeiras foram carregadas pelas trilhas para transpor algumas quedas perigosas.
Um dos desafios do parque é viabilizar o uso manejado da floresta para garantir a melhoria da qualidade de vida das comunidades tradicionais da região e muitos projetos de desenvolvimento sustentáveis também estão previstos para essas áreas. A grande maioria deve enfatizar a extração de produtos até então descartados pelo atual modelo de exploração da Amazônia, como: a castanha do Pará, os óleos naturais (copaíba e andiroba), borracha e cipós.
Apesar de estar no início, o turismo na região do rio Juruena ainda se resume a algumas pousadas de pescadores. O acesso a área do parque ainda é complicado e a melhor forma ainda é via fluvial. O fluxo de turistas tende a ajudar na conscientização e gerar mais empregos à população ribeirinha. A minha investida na área do parque foi repleta de imprevistos, salpicadas de situações de perigo. A explicação disso é que por escolher o acesso terrestre, tive que cruzar o principal garimpo da região, que tem parte da área explorada dentro dos limites do parque. A estrada quase intransitável de 180 km foi percorrida em 17 horas, com direito a carro quebrado, 3 ou 4 atolamentos e histórias sinistras dos garimpeiros que me deram carona. Ainda tive que dormir numa casa abandonada bastante deteriorada no centro do Garimpo, sem energia, sem água, com escorpiões e aranhas caranguejeiras circulando pelo chão.
A minha cama foi uma mesa na parte de cima da casa e nas paredes de madeira a peculiar decoração já confirmava que eu estava mesmo bem no meio da selva amazônica, duas peles de onça pintada penduradas. No dia seguinte todos no garimpo já sabiam que havia um jornalista forasteiro com câmeras no pescoço. Fiquei bem tenso e só fiquei tranqüilo quando no final do dia o Sr. João veio me buscar na margem do rio Juruena.
A partir daí dei início ao trabalho de registro de imagens, apesar de toda dificuldade de acesso aos locais. Segui de voadeira pelo rio Juruena e após registrar o majestoso Salto Augusto e lembrar das palavras do desenhista francês, atravessei o salto por uma trilha e pegamos outra voadeira na parte baixa da queda, seguindo até a Caverna do Morcego, uma experiência inesquecível.
Já visitei centenas de cavernas pelo Brasil mas esta foi a primeira vez que entro numa com mais de 10.000 morcegos forrando o teto e milhares de baratas correndo pelo chão. Quando eu entrava a revoada dos morcegos exalava uma nuvem tóxica que tornava impossível respirar no interior da caverna e por estar sem máscara acabei passando mal e retornei para a pousada para me recuperar. Depois de algumas horas e uma boa refeição, voltei a campo para registrar outras imagens.
Nas cidades ao redor do parque como Alta Floresta e Nova Bandeirante, o artesanato de alto nível é comercializado para grandes lojas de decoração das capitais brasileiras, e toda matéria-prima utilizada é composta de sementes, cipós, folhas, que são coletadas nas florestas da região sem destruir a vegetação, um belo exemplo de uso sustentável dos recursos naturais.
Outra boa notícia é o benefício dado aos municípios que tiveram parte de seu território tomado pela criação dessas terras protegidas, pois com a lei do ICMS ecológico cidade de Apiacás, por exemplo, poderá arrecadar até R$ 90.000 por mês com o novo imposto.
O controle da região é outro ponto decisivo, considerando que sem recursos para a elaboração do plano de manejo é impossível a gerência das unidades. Pelas dimensões do parque é fácil perceber o grande desafio no que tange fiscalização. Será necessário um grande investimento dos governos federal e estadual para a contratação de pessoal e liberação de recursos para as operações de normalmente são de alto custo.
Durante a minha passagem pelo parque pude acompanhar uma dessas operações que envolvia Polícia Federal, Ibama, Instituto Chico Mendes e Força Nacional. Vários garimpos irregulares foram fechados, madeireiras foram multadas por retirada ilegal de madeira e desmatamentos e queimadas foram descobertos e os proprietários multados. Para se ter uma idéia dos números dessas operações, eram 15 veículos, mais de 60 pessoas a campo, 2 helicópteros e mais os funcionários que ficavam nos escritórios cuidando das documentações necessárias para o sucesso da operação.
Para Laurent Micol, coordenador adjunto do Instituto Centro de Vida (ICV - Cuiabá MT), a região norte de Mato Grosso é uma das maiores frentes de desmatamento da Amazônia. Municípios como Apiacás, onde o Parque ocupa 980 mil hectares, as taxas de desmatamento nos últimos anos variaram entre 15 e 35 mil hectares. Funcionários do ICV que atuam em parceria com o parque nacional, relatam que a área da unidade corria grandes riscos de grilagem de terra e desmatamento em curto prazo e a criação da unidade serviu como um escudo de proteção a esta grilagem.
Sobrevoando grande parte da área do parque, entre os municípios de Apiacás e Apuí, eu pude respirar aliviado após constatar que a região onde o parque foi criado ainda permanece quase que intacta.
Esperamos que todos esses esforços de criação de unidades de conservação no Norte do país não sejam apenas mais um amontoado de documentos oficiais, mas que eles cumpram o verdadeiro papel de proteger e preservar o nosso maior patrimônio natural, a AMAZÔNIA.
Seguindo para o Parque Nacional dos Campos Amazônicos – AM / RO e PA
A Nossa Quarta Chapada é no Maranhão !
























Um extenso braço de terra vindo do interior da floresta amazônica se debruça no mar do extremo norte do Brasil. Este cabo, situado num ponto estratégico da América do Sul, já foi muito disputado e já passou pelas mãos de espanhóis, ingleses, franceses, portugueses e holandeses e só no século XIX, numa corte internacional na Suíça, ficou estabelecido como fronteira do Brasil. O Cabo já teve outros nomes como São Vicente, Cecil, La Corda e por fim Orange, o nome que perdura até os dias de hoje.
A palavra selvagem tem como significado algo bravo, perigoso, mas quando se refere à natureza tudo que é selvagem é intocado e deve ser respeitado.
Como descrever um universo jamais imaginado, com paisagens que não estão registradas em nossas mentes? Este é o maior desafio quando se tenta colocar em palavras o que se vê no alto do Monte Roraima. Com toda a minha experiência de aventureiro, conhecendo lugares inóspitos em várias partes do planeta, confesso que o Monte Roraima realmente me surpreendeu.
Após passar pelos parques do Amazonas, onde quase todos os acessos dependem de barcos e até aviões, chegar ao Estado de Roraima é uma tarefa um pouco mais simples, mas cheia de surpresas. Logo na entrada do estado uma placa já avisa, Reserva Indígena Waymiri-Atroari, não pare, não desça do carro. A viagem gera um pouco de tensão, tem-se a sensação de que estamos sendo vigiados e a qualquer momento seremos abordados por índios. Na verdade, às vezes, alguns índios circulam por estas bandas, a procura de caça, mas é muito raro observá-los. A estrada tem pouco movimento e não conta com nenhum serviço de abastecimento. Vale uma parada na loja de artesanato indígena, onde estão à venda artigos de cestaria, fibras, todos muito bem trabalhados.
Depois de passar pelo PN do Jaú, não pense que em Anavilhanas a paisagem será semelhante pela sua proximidade.
O Rio Jaú, um dos muitos tributários do colossal Rio Negro, dá nome a este parque e também é o seu principal acesso. Qualquer visitante que queira conhecer esta unidade deverá obter uma autorização prévia e fazer o pagamento da taxa de entrada, tudo isto em Manaus
O Pico da Neblina é o ponto culminante do nosso país e também está inserido num dos maiores parques do Brasil, com cerca de 2.200.000 ha de área.
Escolha o caminho: terra, água ou mesmo ar, qualquer que seja a sua escolha, chegar nos limites do Parque Nacional Serra da Cutia vai ser uma tarefa cara e complicada. Os acessos à unidade ainda estão selvagens e algumas regiões nem foram percorridas pelos funcionários.
Conhecer os parques nacionais da região norte do Brasil ainda não é uma tarefa muito fácil. O único parque do Acre está localizado no extremo oeste do Estado e também se configura como o ponto mais ocidental do território brasileiro.
O estado de Rondônia é tido como o portal de entrada da região amazônica, é nele que está uma das preciosidades desta imensa reserva de biodiversidade brasileira, o Parque Nacional de Pacaás Novos.
O paraíso está ameaçado??? Quando o visitante se aproxima dos enormes paredões avermelhados que compõem o cenário da Chapada ele fica um pouco assustado com a estrutura turística que o governo do estado implantou nas bordas do Parque Nacional. O complexo da Salgadeira ficou fora dos limites da unidade e recebe nos finais de semana centenas de turistas que deixam ali restos de alimentos, latas, garrafas e muito lixo. Aos poucos, eles também invadem outros pontos preciosos da região como o Rio Paciência. A direção do parque e também alguns voluntários têm feito campanhas intensas de conscientização e educação ambiental para que este tipo de visitante mude sua conduta ou não chegue às outras atrações.
O pequeno e notável município de Pancas, situado no noroeste do Espírito Santo, vive um momento delicado em relação à criação do Parque Nacional Pontões Capixabas. O município, que tem uma área territorial de 819,60 km2 e uma população de cerca de 20 mil habitantes, está um pouco assustado com a lei que determinou a criação desta nova unidade de conservação. Durante a minha passagem pelas áreas do parque, tentando registrar imagens, sofri ameaças, fui hostilizado em algumas regiões e até fui obrigado a me retirar de algumas propriedades antes que alguma coisa mais séria pudesse ocorrer.
A aventura na Chapada começa pela estrada de acesso, para quem vem de Salvador, são trechos intermináveis com buracos enormes e que podem interromper a viagem dos menos avisados. Um absurdo, considerando que a estrada é o único acesso para muitos municípios que atualmente vivem do turismo, e o governo baiano não toma nenhuma providência. Após o período rico da exploração de diamantes nesta região, o que restou foram montanhas remexidas, rios assoreados e uma riqueza interminável de belezas cênicas que vem sendo descoberta por aventureiros de todo o planeta. Como nos tempos do garimpo, os visitantes precisam enfrentar longas caminhadas, ou mesmo viajar no lombo de um burro para chegar nestes lugares exuberantes. Na verdade, isto fez com que estas paisagens permanecessem intactas e se tornassem as maiores riquezas da chapada. Milhares de trilhas e estradas serpenteiam as montanhas, e podem durar horas ou dias, dependendo do preparo do viajante.
A comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, em 2000, serviu como um bom motivo para alavancar a criação de dois novos Parques Nacionais no sul da Bahia. O Parque Nacional do Pau-Brasil foi um deles e sua criação teve como intuito preservar este que foi o primeiro pedaço de terra avistado pelos portugueses. Logo após a descoberta destas terras distantes, os portugueses perderam o interesse pelo lugar por não encontrarem na região metais preciosos ou especiarias que pudessem trazer riquezas para o reino.
Voltar ao passado e experimentar a sensação que os antigos navegadores portugueses tiveram quando aportaram por estas bandas é o que quase todo visitante sente quando se aproxima desse parque. A cada quilômetro percorrido, o Monte Pascoal vai se tornando mais imponente e começamos a imaginar como foi avistar ao longe a primeira porção de terra de um continente ainda estranho.
Situado no extremo sul da Bahia, o PN do Descobrimento consiste numa das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica desta região. A criação do parque é recente, 20 de abril de 1999, o que permitiu que madeireiros e caçadores atuassem nestas áreas por muito tempo, causando danos irreparáveis. FELIZMENTE, uma grande mancha verde de florestas ainda permanece intacta por aqui, possibilitando a preservação da grande biodiversidade encontrada na Mata Atlântica que, em todo o Brasil, INFELIZMENTE, restam apenas 7,5 por cento de sua cobertura original.
Abra bem os olhos, o arquipélago de Abrolhos, no sul do Bahia, é um dos ecossistemas marinhos de maior biodiversidade do Brasil e recheado de bancadas de corais. Os antigos navegadores portugueses sabiam bem disto e o alerta “abra os olhos” (Abrolhos) era sempre dado àqueles que navegassem por estes mares.
Criado em 1937, Itatiaia leva o título de primeiro Parque Nacional do Brasil e abriga o ponto culminante da região, o Pico de Agulhas Negras, com 2.787 metros de altitude. Pode-se dizer que esta unidade é composta por dois complexos diferentes, a parte baixa e a parte alta. Esta diferença é logo observada não só pela paisagem como pelos freqüentadores de cada local. Na parte baixa, onde está a portaria principal e toda parte administrativa do parque, o visitante tem acesso a cachoeiras exuberantes como a Véu da Noiva, lagos formados pelas águas que descem das montanhas e uma grande mostra de Mata Atlântica preservada.
Poucas pessoas sabem mas a Praia do Meio e o Cachadaço, em Trindade, município de Paraty, pertencem ao Parque Nacional da Serra da Bocaina, o único do Estado de São Paulo. Criado em 1971, o parque está localizado entre as duas maiores metrópoles do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, e seus limites abrangem os municípios de São José do Barreiro, Areias, Cunha, Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis, ocupando uma área de 110 mil hectares. 
Pense numa região maior que a Inglaterra e a Escócia juntas, toda inundada, com 365.000 km2, 3.500 espécies de plantas, 264 tipos de peixes, 652 de aves, 102 mamíferos, 177 de répteis e 40 de anfíbios. Estes são apenas alguns números deste nosso patrimônio natural, de extrema importância para o planeta. Este lugar é o Pantanal Matogrossense. Lendo algumas reportagens sobre o Pantanal, sempre tentei imaginar como seria estar no meio desta imensidão úmida cercada por água, e agora estou aqui, no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.
Uma grande formação de montanhas pontuadas de rochas calcárias e com características geológicas que diferem de outras montanhas da região formam o pano de fundo do Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
Ao contrário do que muitos possam pensar, o parque não é apenas uma ilha e também não tem nenhuma relação com a Ilha Grande, na baía de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Na verdade o parque está localizado no oeste do estado do Paraná, divisa com o Mato Grosso do Sul, e é formado por um conjunto de ilhas que compõem o Arquipélago Fluvial de Ilha Grande. Alguns locais desta região estão inseridos no último trecho do Rio Paraná (Paranazão) livre de barragens.
O Parque Nacional de Iguaçu é a unidade de conservação mais visitada do país. Recebe anualmente cerca de 700.00 visitantes nacionais e estrangeiros. Estes números proporcionam uma receita invejável, tornando o parque um dos melhores do Brasil em termos de infra-estrutura. O excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pela administração (anterior e atual), fazem do Iguaçu um parque nos moldes dos melhores parques do planeta. Não é exagero compara-lo ao Yosemite, na Califórnia, em termos de organização.
Este parque de nome complexo é, na verdade, uma homenagem ao naturalista e botânico francês Saint Hilaire e ao ambientalista e biólogo Roberto Ribas Lange. O IBAMA deverá alterar o nome do parque para Serra da Prata, considerando que há uma portaria dizendo que os Parques Nacionais não devem conter nomes de pessoas ou de municípios. Outro caso é o PN São Joaquim, que deverá ser alterado para PN do Morro da Igreja.
A única forma de conhecer a unidade é pela água, considerando que o parque é formado pelas Ilhas das Peças, Superagüi e um pedaço no continente recentemente incorporado. Partindo do Porto de Paranaguá ou do pequeno município de Guaraqueçaba, o visitante só terá acesso às ilhas dentro das áreas permitidas.
Achei o nome do parque uma incoerência, pois mais de 95% de sua área pertencem ao município de Urubici. O IBAMA, atualmente, não permite que parques nacionais tenham nomes de cidades, portanto, em breve, o nome desta unidade de conservação deverá ser mudado. O Morro da Igreja, um conjunto de montanhas rochosas onde está situada a Pedra Furada, com certeza está entre as mais belas imagens vistas até agora nestas visitas aos parques.
O Parque Nacional da Serra Geral nada mais é que um anexo do Aparados da Serra. Segundo consta, a criação do novo parque seria um processo mais simples do que ampliar a área do parque existente. O acesso é feito pelo município de Cambará do Sul e, percorrendo 18 km em estrada de terra com muitas pedras soltas, se chega na portaria.
Subindo por Santa Catarina, partindo da cidade de Praia Grande, uma serra sinuosa com muito cascalho, conhecida como Serra do Faxinal, é uma das vias de acesso ao parque mais visitado do Brasil, o Aparados da Serra. Na estrada já é possível contemplar as paisagens magníficas dos cânions que cortam a região.
É no município de Mostardas, no Rio Grande do Sul, onde está situado o escritório administrativo do IBAMA, que é responsável pela gestão do parque. Fui muito bem recebido pela D.Eda, diretora atual do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Em seguida, fui apresentado ao biólogo paulista Isaac, que me acompanhou no primeiro reconhecimento da região. Isaac foi muito atencioso e, apesar de estar há apenas 8 meses na unidade, já conhece bem os arredores dos parques.
O fotógrafo e aventureiro Eduardo Issa colocou, literalmente, a casa na estrada. O jornalista partiu no dia 23 de maio para executar seu projeto Parques Nacionais do Brasil, que consiste em visitar e documentar os 52 parques brasileiros em um Motorhome, uma espécie de carro-casa, produzindo imagens em foto e vídeo profissional. Em parceria com o Ibama e apoio da Embratur, Eduardo pretende coletar informações relacionadas à conservação, acesso e atividades, que serão utilizadas futuramente para a publicação de um livro sobre os parques.