Dificuldades na Expedição
Estradas como a Transamazônica e a Macapá-Oiapoque fizeram muitos estragos no veículo, numa destas situações passei a noite no carro, sempre apreensivo e preocupado com a segurança durante a noite.
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Escalar o Dedo de Deus, este ícone do Alpinismo brasileiro localizado no Parque Nacional da Serra dos Orgãos no Rio de Janeiro, foi uma das maiores conquistas deste projeto. Por não ser escalador ou alpinista, sabia das dificuldades que eu enfrentaria durante a subida. Foi um esforço extremo, tudo em busca de imagens espetaculares. Com a ajuda e experiência de dois alpinistas locais cheguei ao cume.
O pior momento da expedição foi ter o eixo traseiro quebrado a caminho de Macapá. Depois de quatro horas parado na estrada, consegui ser rebocado por uma retro-escavadeira de uma construtora que trabalhava naquele trecho. Foi muito complicado conseguir recuperar o eixo, uma operação que levou mais de 20 dias na oficina.
Na foto tirada do helicóptero dá para sentir as dimensões do enorme paredão de pedra conhecido como dedo de Deus, chegar ao cume é uma tarefa para poucos.
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Muitas estradas ficam praticamente intransitáveis durante o período de chuvas, veículos sem tração não conseguem andar nesta região neste período.
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Apesar de tantos quilômetros rodados, tive apenas dois problemas no pneu, numa delas o pneu estourou após sucessivos impactos em buracos enormes na estrada que liga Manaus, Amazonas, a Boa Vista, em Roraima, não teve jeito, tive que substituir.
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Depois de chegar ao Chuí, extremo sul do país, decidi entrar na praia para chegar ao último farol do país, uma grande besteira, pois carros pequenos e leves circulam normalmente pela praia mas um veículo pesado como o meu, acabou enterrando o diferencial na areia e não saiu mais. Fiquei desperado e não achava saída, andei pelo povoado e nada. Depois de andar por uma hora encontrei dois prestativos pescadores. A solução foi contar com a ajuda deles e suas carroças movidas a cavalo. A força dos animais puxou a Toyota e consegui sair daquele grande sufoco !
Depois de navegar quatro horas pelo rio Oiapoque, no extremo Norte do Brasil, chegamos ao Cabo Orange, este parque inóspito do Amapá. Já no Cabo, saímos numa pequena canoa de madeira em busca de imagens das aves. Fiquei empolgado com o registro e acabei ficando preso na lama com a mudança da maré. O único jeito foi se arrastar numa distância de dois quilômetros pela lama para chegar ao barco de onde saí. Um esforço extremo que jamais vou esquecer.
No Sul da Bahia, parques como o Pau-Brasil ainda é pouco explorado. As estradas dentro da unidade são abertas num dia e no outro com a ventania a estrada praticamente fecha com árvores caídas e muitos troncos. Às vezes, duas ou três horas são necessárias para liberar a passagem. Nesta situação tivemos que usar motoserra e o guincho do veículo para a retirada dos grandes troncos.
Parceiros do Projeto: